Tendencia & Sociedade
Cuidado com o Agaciel
Não é fácil enfrentar Agaciel Maia, diretor-geral do Senado, acusado pelo Ministério Público de envolvimento num esquema de fraude de licitações na Casa.
.Não é a primeira vez que Agaciel é acusado de irregularidades.
No ano passado, o Ministério Público pediu o bloqueio de seus bens pessoais por causa de compras superfaturadas de equipamentos. Aquele caso não seguiu adiante, mas a Operação Mão-de-Obra, da Polícia Federal, que investiga fraudes na contratação de funcionários terceirizados, avançou o suficiente para obter um mandado de busca e apreensão de documentos e computadores da sala de Agaciel.Não deu em nada porque a PF avisou na véspera ao presidente do Senado, Renan Calheiros, que faria a busca, e este, naturalmente, acionou Agaciel Maia para "acompanhar a ação dos agentes". Quando chegaram ao gabinete, de manhã, os policiais não encontraram nada importante - nenhum documento, nenhum CD, nenhum arquivo de computador sobre a contratação de terceirizados.
Renan, José Sarney e Antônio Carlos Magalhães são padrinhos de Agaciel Maia. Ele é diretor do Senado há uma década, apoiado por estes e muitos outros senadores.
Há alguns anos, quando esteve ameaçado de perder o cargo por injunções políticas, fechou o Porcão de Brasília para mais de mil funcionários da Casa, em busca de apoio. Conseguiu.Jornais e revistas evitam falar mal dele. Do orçamento de mais de R$ 1 bilhão que ele administra com mão de ferro também saem verbas de publicidade para muitas publicações.

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